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domingo, 19 de outubro de 2008

A NAÇÃO BRASILEIRA

A NAÇÃO BRASILEIRA

Segundo o dicionário Aurélio, nação significa agrupamento de pessoas fixas num território, organizadas politicamente sob um único governo, ligadas pela origem, tradições, costumes, etc., e, em geral, por uma língua. Parto deste conceito para dissertar sobre a visão que tenho desta nação chamada Brasil.
Busco visualizar os fenômenos sociais, mas também procuro entender os processos e estruturas que contribuem para o funcionamento ou não dos sistemas sociais.
Somos uma das maiores concentrações de renda do mundo, onde milhares de trabalhadores, homens e mulheres, constroem a grandeza e a riqueza e não recebem um salário justo; possuímos 8.547.404 quilômetros quadrados, sendo o quinto maior em extensão territorial do mundo, onde milhões de habitantes não tem terra para plantar e morar, o homem do campo foge da fome do sertão e acaba morrendo ou violentando-se na cidade grande, crianças e adolescentes expostos à mendicância e a toda forma de delinqüência do assalto de rua ao tráfico de drogas.
Este Brasil real convive com um tipo de terrorista especialmente traiçoeiro: a irresponsabilidade que se manifesta no descaso pela vida, nas soluções improvisadas e na impunidade. País este, cheio de miséria social, transporte coletivo deficitário, rodovias que matam mais do que os atentados no Iraque; onde as mulheres e os negros são tão discriminados.
Contudo, o problema mais grave é a péssima distribuição de renda no país, o baixíssimo poder aquisitivo da maioria dos trabalhadores brasileiros, ao lado da falta de assistência à saúde e de saneamento básico. Por fim, temos uma classe de políticos corruptos que vendem suas decisões no Congresso em troca de benefícios pessoais; como também, os meios de comunicação em massa mostrando que o importante é ter e não ser, induzindo as pessoas, transformando-as em robôs consumistas.
Brasil do Cruzeiro, do Cruzado e do Real, das festas, do carnaval e do litoral mais belo do mundo..., país dos caras limpas e dos caras sujas, pegando no “batente” todo dia! Este é o meu país, o meu Brasil, que luta até hoje pela independência.
Idealizo um Brasil capaz de mudar essa sua complexa realidade social e econômica. País com sérios mecanismos geradores de desigualdades sociais, que implica no atendimento deficitário à população em áreas tão importantes como a saúde e a educação. Por serem altamente desafiadoras essas mudanças, minhas expectativas residem em que tais obstáculos sejam gradualmente superados e que o processo de inclusão se estenda da legislação para uma prática efetiva. Isto só será possível na medida em que, gradativamente, os governantes, parlamentares e homens públicos tomem consciência dos espaços e das funções que devem preencher e que colaborem cada um a seu modo e na sua medida, para consecução de uma prática realmente inclusiva.
Reside aí a importância de uma imprensa com liberdade, mas também com responsabilidade e ética, para mostrar quem serve à nação e quem se serve dela em seu próprio proveito.
Sonho com o despertar para a cidadania, não nos permitindo silenciar diante da corrosão social. Só se atinge este sonho, através do voto, que é expressão da consciência e liberdade construída no dia-a-dia.

A IMPORTÂNCIA DA PSICOLOGIA NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

A Importância da Psicologia no Processo Ensino-Aprendizagem


Este texto dissertativo tem como objetivo mostrar a evolução teórica e sua situação no campo do conhecimento, refletindo sobre a importância da Psicologia no processo ensino-aprendizagem.
A Psicologia, enquanto tentativa de conhecer o comportamento humano, tem sido através dos tempos uma atividade natural do ser humano, praticada informal e assistematicamente no cotidiano das pessoas, estou falando da chamada Psicologia do Senso Comum.
Já a Psicologia, enquanto ciência que busca compreender o processo evolutivo e o comportamento do ser humano, tem sua origem na pesquisa racional, sistemática e profundamente influenciada pela visão de mundo do investigador.
Caracteriza e delineia-se a Psicologia da Educação, como uma área para onde convergem interesses e questionamentos sobre a aprendizagem e tudo quanto correlacionado, direta ou indiretamente, à problemática educativa e escolar.
A aprendizagem é um processo fundamental para a vida humana a tal ponto que a humanidade, em suas sociedades, organizou meios para tornar a aprendizagem mais eficiente, os chamados meios ou contextos educativos.
Para termos uma compreensão sobre a aprendizagem, devemos considerar as grandes matrizes teóricas da Psicologia, no século XX, e suas elaborações. Essas teorias se apóiam em diferentes visões do homem e sua busca em apreender o mundo.
Um fenômeno tão complexo quanto a aprendizagem foi estudado sob diversos prismas: uns enfatizaram o aspecto motivação para aprender, outros realçaram o produto da aprendizagem, e outros, ainda o processo. Assim é que as investigações sobre a aprendizagem deram origem a vários modelos.
É possível distinguir, pelo menos, dois modelos de teorias de aprendizagem: no modelo associacionista, a aprendizagem é concebida como estabelecimento de uma ligação entre estímulo e resposta, destaca-se o condicionamento clássico de Pavlov e o condicionamento operante de Skinner. No modelo cognitivista, a aprendizagem é a reestruturação cognitiva de situações problemáticas, destaca-se Gestalt clássica, Piaget e Vygotsky.
A diferença fundamental consiste em que os associacionistas começaram da explicação de fenômenos mais simples para, posteriormente, explicar comportamentos mais complexos, através de um encadeamento de etapas. Já os cognitivistas preferiram estudar processos mais complexos da aprendizagem, sem preceder da ligação entre tais processos e outros mais elementares.
Os processos de aprendizagem desempenham um papel central no desenvolvimento humano. O principal mediador desse processo é o próprio aprendiz.
A importância da Psicologia no processo ensino-aprendizagem reside no reconhecimento de que a educação é um fenômeno verdadeiramente complexo e o seu impacto no desenvolvimento humano obriga que se considere a globalidade e a diversidade das práticas educativas em que o ser humano se encontra imerso, isto porque a educação se desdobra em múltiplos contextos nos quais as pessoas vivem e participam, definidos como âmbitos educativos.
Recai sobre o educador o compromisso de aperfeiçoamento profissional, de renovação dos paradigmas norteadores de sua ação para acolher a dimensão individual, particular e psicossocial do aprendiz, sendo resultante desse diálogo entre as três instâncias, que são: a realidade de quem aprende, a realidade do objeto a ser aprendido e a realidade de quem ensina.
Tal entendimento fundamenta e justifica a preocupação em pensar e promover o repensar das práticas pedagógicas instituídas, como sendo uma condição necessária para que essas práticas se façam de um modo mais ético, mais eficaz e eficiente, cumprindo assim a função de socialização.
Referências Bibliográficas

GOULART, Íris Barbosa. Fundamentos Psicobiológicos da Educação. ed. LÊ, 1986.
www.ftc.br/ead/disciplina/psicologiadaeducação.